Nós somos os trabalhadores
Huang Wenhai | Xiongnian Zhipan
Hong Kong/China | 2017 | DCP | 174min | CI: 14 anos
Operários chineses trabalhando numa gigantesca construção de metal ao som de trituradores e martelos. Após uma abertura impressionante, o documentário se volta para o lado mais sórdido do milagre econômico da China: a exploração de centenas de milhões de trabalhadores. Informações reunidas por escritórios especializados em defender os direitos dos trabalhadores expõem as práticas de má remuneração, péssimas condições laborais e demissões injustificadas. Ativistas são presos e agredidos. Advogados são importunados e desencorajados a aceitarem os casos. No âmbito dos direitos trabalhistas, a China está várias décadas atrás da Europa e aqueles que querem fazer algo tornam-se alvo de ameaças.
Jovem mulher
Léonor Serraille | Jeune Femme
França | 2017 | DCP | 97min | CI: 14 anos
Sem dinheiro, dona apenas de um gato e com todas as portas batendo na sua cara, Paula retorna à Paris após uma longa ausência. Repentinamente abandonada pelo namorado, sua odisseia durante o dia e a noite está apenas começando: uma jornada para redescobrir a integridade de sua alma e sua independência. Ela só tem certeza de uma coisa: está determinada a recomeçar novamente e o fará com estilo e carisma. A atriz Laetitia Dosch nos traz uma imprevisível, impetuosa e de coração aberto, Paula, uma mulher fascinante em uma cidade fascinante.
Spell Reel
Filipa César | Spell Reel
Alemanha/Portugal/França/Guiné-Bissau | 2017 | DCP | 96min | CI: 14 anos
Em 2011, um arquivo contendo gravações de vídeo e áudio reapareceu em Bissau. O filme, à beira da ruína total, é um atestado do nascimento do cinema guineense como elemento da visão descolonizadora de Amílcar Cabral, líder da libertação assassinado em 1973. Em colaboração com os cineastas guineanos Sana na N’Hada, Flora Gomes e outros parceiros, Filipa César imagina uma jornada na qual essa frágil matéria do passado opera como um visionário prisma de estilhaços pelo qual enxergamos. Digitalizado em Berlim, em quadros soberbamente vívidos, o filme justapõe fragmentos em preto e branco de filmes em 16mm com imagens digitais contemporâneas, manipulando sutilmente a escala, a orientação e o texto para criar distância ou alcançar proximidade entre passado e presente.Imagem e som (1967-80): José Bolama, Cobumba, Julinh Camará, Djalma Fettermann, Flora Gomes, Josefina Lopes Crato, Sana na N'Hada, Rudi Spee
Imagem e som (2012-15): Suleimane Biai, Filipa César, Marta Leite, Nuno da Luz, Dídio Pestana, Benvindo dos Santos, Aissatu Seidi
Textos adicionais e comentários: Anita Fernandez, Flora Gomes, Sana na N'Hada
O leito da Virgem
Philippe Garrel | Le Lit De La Vierge
França | 1969 | DCP | 105min | CI: 14 anos
A Virgem Maria dá à luz um adulto chamado Jesus, o qual, infeliz por estar na Terra desde o momento em que nela coloca os pés, implora ao Pai Celestial para atender suas súplicas. Montado num jumento, Jesus inicia relutantemente seu caminho munido de um megafone e da intenção de espalhar sua mensagem em um mundo sempre hostil, que se recusa a ouvi-lo.
