Autocrítica de um cachorro burguês
Julian Radlmaier | Selbstkritik Eines Bürgerlichen Hundes
Alemanha | 2017 | DCP | 99min | CI: 14 anos
Um cão burguês e ex-cineasta faz confissões sobre como passou a ter quatro patas ao se apaixonar, colher maçãs e participar de uma revolução. Incapaz de encontrar financiamento para seu filme, Julian é obrigado a aceitar um emprego temporário em uma fazenda. Mas em uma festa, ele convence a jovem canadense expatriada, Camille, de que irá para o campo porque está desenvolvendo pesquisas para um filme sobre um conto de fadas comunista. Para sua enorme surpresa, Camille decide acompanhá-lo, desencadeando suas latentes fantasias românticas. Comédia política com toques mágicos.
Empatia
Jeffrey Dunn Rovinelli | Empathy
EUA | 2016 | DCP | 83min | CI: 18 anos
O documentário segue uma acompanhante profissional viciada em heroína enquanto ela transita por Nova York, Pittsburgh e Los Angeles. Com acesso íntimo ao que parece ser todos os aspectos da sua vida, com os amigos, amantes, clientes e nos momentos sozinha, acompanhamos em primeira mão as dificuldades de Em em ficar sem as drogas, e nos dá uma forte e tocante imagem do que significa ser jovem hoje. O filme torna-se, alternadamente, um olhar bem-humorado e angustiante de uma faceta da vida americana pouco retratada, bem como uma reflexão sobre a performance no cerne do documentário e na indústria do sexo.
Spell Reel
Filipa César | Spell Reel
Alemanha/Portugal/França/Guiné-Bissau | 2017 | DCP | 96min | CI: 14 anos
Em 2011, um arquivo contendo gravações de vídeo e áudio reapareceu em Bissau. O filme, à beira da ruína total, é um atestado do nascimento do cinema guineense como elemento da visão descolonizadora de Amílcar Cabral, líder da libertação assassinado em 1973. Em colaboração com os cineastas guineanos Sana na N’Hada, Flora Gomes e outros parceiros, Filipa César imagina uma jornada na qual essa frágil matéria do passado opera como um visionário prisma de estilhaços pelo qual enxergamos. Digitalizado em Berlim, em quadros soberbamente vívidos, o filme justapõe fragmentos em preto e branco de filmes em 16mm com imagens digitais contemporâneas, manipulando sutilmente a escala, a orientação e o texto para criar distância ou alcançar proximidade entre passado e presente.Imagem e som (1967-80): José Bolama, Cobumba, Julinh Camará, Djalma Fettermann, Flora Gomes, Josefina Lopes Crato, Sana na N'Hada, Rudi Spee
Imagem e som (2012-15): Suleimane Biai, Filipa César, Marta Leite, Nuno da Luz, Dídio Pestana, Benvindo dos Santos, Aissatu Seidi
Textos adicionais e comentários: Anita Fernandez, Flora Gomes, Sana na N'Hada
Jovem mulher
Léonor Serraille | Jeune Femme
França | 2017 | DCP | 97min | CI: 14 anos
Sem dinheiro, dona apenas de um gato e com todas as portas batendo na sua cara, Paula retorna à Paris após uma longa ausência. Repentinamente abandonada pelo namorado, sua odisseia durante o dia e a noite está apenas começando: uma jornada para redescobrir a integridade de sua alma e sua independência. Ela só tem certeza de uma coisa: está determinada a recomeçar novamente e o fará com estilo e carisma. A atriz Laetitia Dosch nos traz uma imprevisível, impetuosa e de coração aberto, Paula, uma mulher fascinante em uma cidade fascinante.
