O caminho dos sonhos
Angela Schanelec | Der Traumhafte Weg
Alemanha | 2016 | DCP | 86min | CI: 14 anos
Grécia, 1984. Kenneth, um homem inglês, e Theres, uma garota alemã, trabalham cantando na rua para financiar suas férias. Estão apaixonados, mas quando Kenneth descobre que sua mãe sofreu um acidente, retorna para casa às pressas. Berlim, 30 anos depois. Ariane, uma atriz de televisão, se separa do marido, um antropólogo bem-sucedido. Quando se muda para um apartamento perto da estação central, ele começa a ver um sem-teto do lado de fora de sua janela.
Altas solidões
Philippe Garrel | Les Hautes Solitudes
França | 1974 | DCP | 80min | CI: 14 anos
Imersão nas profundezas dos rostos de três mulheres: Jean Seberg, Nico e Tina Aumont. Elas respondem com gestos a estímulos sempre invisíveis ao espectador, sejam eles internos, gerados por reflexões e emoções, ou externos, advindos de algum lugar fora da tela. Tristeza, dor, raiva, sofrimento, medo, resignação e melancolia aparecem nos olhos das três atrizes, todas retratadas em detalhes minuciosos por Philippe Garrel. Altas solidões é um filme sem som.
Empatia
Jeffrey Dunn Rovinelli | Empathy
EUA | 2016 | DCP | 83min | CI: 18 anos
O documentário segue uma acompanhante profissional viciada em heroína enquanto ela transita por Nova York, Pittsburgh e Los Angeles. Com acesso íntimo ao que parece ser todos os aspectos da sua vida, com os amigos, amantes, clientes e nos momentos sozinha, acompanhamos em primeira mão as dificuldades de Em em ficar sem as drogas, e nos dá uma forte e tocante imagem do que significa ser jovem hoje. O filme torna-se, alternadamente, um olhar bem-humorado e angustiante de uma faceta da vida americana pouco retratada, bem como uma reflexão sobre a performance no cerne do documentário e na indústria do sexo.
O berço de cristal
Philippe Garrel | Le Berceau de Cristal
França | 1975 | 35mm | 80min | CI: 14 anos
Num quarto quase completamente escuro, uma mulher vestida de preto, deitada numa cama, fuma um cigarro, lê e escreve algo; em seguida, levanta-se, caminha e toca algumas notas num teclado. Um homem, também sozinho, aparece de pé junto a uma coluna de mármore. Um artista trabalha em suas pinturas. Philippe Garrel observa a solidão desses personagens sem relação entre si.
