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Beijing punk

Shaun Jefford | Austrália/EUA | 2010 | Digital, 71 min.

O que acontece quando 1,3 bilhão de chineses descobrem o fenômeno punk? Um documentário que explora o submundo dos rebeldes e expõe as fissuras da China conformista. Durante as Olimpíadas de 2008, uma pequena equipe de filmagem seguiu um grupo de punks e (um novo conceito de) skinheads através desse mundo subterrâneo da música punk e da contracultura. Em meio à apatia do público e à vigilância cerrada do Estado, o punk é algo que não deveria existir na China. A cena musical alternativa punk em Beijing gira em torno de um clube: o D-22. As bandas apresentadas no filme incluem Demerit e o vocalista "Spike"; o skinhead chinês Leijun e sua banda Misandao; P.K.-14, a banda punk de rapazes pensantes e, finalmente, Hedgehog, e sua minúscula baterista Atom.

MAN OOMAN

Andreas Johnsen & Rasmus Poulsen | Dinamarca | 2008 | Digital, 57 min.

Man Ooman investiga o fenômeno cultural jamaicano chamado dancehall. O documentário traz registros das mais conhecidas festas de rua e entrevistas com famosos dançarinos. As festas acontecem todas as noites em diferentes guetos onde comunidades rivais se encontram, sem armas, para se divertir. A música é alta, a dança é selvagem, com alusões sexuais explícitas. Na Jamaica, abraços efusivos são contra a lei, andar de mãos dadas e beijar são atos reservados à intimidade do lar, meninas e meninos são tratados como seres de espécies diferentes e a homossexualidade e o sexo oral são completamente proibidos tanto pela lei quanto pelo próprio ambiente social. O dancehall aparece como um elemento para arejar e descarregar a tensão sexual explosiva entre homens e mulheres ou, como se diz na Jamaica, entre "man and ooman".

Cure

Kiyoshi Kurosawa | Japão | 1997 | 35 mm, 111 min.

Um detetive policial com problemas familiares assume a investigação de uma série de assassinatos brutais. Depois que os crimes são cometidos, os assassinos - cidadãos exemplares, acima de qualquer suspeita - não conseguem se recordar de nada sobre eles. Um rapaz que sofre de amnésia e que se encontrou com todos os assassinos se mostrará essencial para o desvendamento do caso. Nesta obscura trama de detetive, Kiyoshi Kurosawa reveste o ato de matar com uma dimensão existencial profunda. Cada assassinato é um ato de libertação, um passo no sentido da quebra dos grilhões sociais. Provocando simultaneamente repulsa e fascínio, o assassinato lança um olhar para o universo obscuro dos instintos humanos e dos desejos reprimidos.

PERMISSÃO PARA VIVER

Kiyoshi Kurosawa | Japão | 1998 | 35 mm, 109 min.

Um rapaz desperta após dez anos em coma. Ele tenta recomeçar sua vida de onde parou, porém descobre que sua família se dispersou pelo mundo. Só um velho amigo de seu pai continua lá para acolhê-lo. Como uma reação a todos os acontecimentos, o rapaz tentará construir o rancho com que sonhava na infância. Ao focar em seu jovem herói, Kurosawa explora as questões de até que ponto uma pessoa é capaz de determinar sua própria personalidade e seu desenvolvimento; de como os laços familiares moldam a identidade de alguém; e de como a instituição da família no Japão da atualidade tem se degradado, beirando o caos.

SESSÃO ESPÍRITA

Kiyoshi Kurosawa | Japão | 2000 | 35 mm, 97 min.

Um casal parece viver mergulhado em tédio conjugal. O marido é um produtor musical que vive ocupado com seu trabalho, enquanto a mulher é uma conselheira espiritual, que não tem, portanto, um emprego regular. Quando, após uma série de coincidências, o casal descobre uma garota – vítima de um sequestro – escondida em sua garagem, suas vidas passam por mudanças drásticas. O casal decide tirar vantagem da presença da garota de todos os modos possíveis. Nesta história de fantasma, a grande ênfase não está no terror, mas nas tensões psicológicas experimentadas pelo casal, que gradualmente começa a deslizar para uma amoralidade e um cinismo explícitos, e é esse movimento que acaba se mostrando o mais aterrorizante de tudo.

I need that record! The death (or possible survival) of the independent record store

Brendan Toller | EUA | 2008 | Digital, 77 min.

Um documentário que examina porque mais de 3 mil lojas independentes de discos fecharam nos EUA, na última década. Gravadoras gananciosas, consolidação da mídia, rádio homogeneizado, grandes lojas, comércio eletrônico, ‘astros’ ruins impulsionados pelo grande capital, e a revolução digital, todos representam ameaças ao bem estar das nossas lojas de discos preferidas. Essas lojas vão morrer? Sobreviverão? Com Thurston Moore do Sonic Youth, Ian Mackaye, do Dischord Records Fugazi/Minor Threat, o ativista e autor Noam Chomsky, Mike Watt do Minutemen, Lenny Kaye, guitarrista do Patti Smith Group, Chris Frantz, do Talking Heads/Tom Tom Club, guitarrista Glenn Branca, Patterson Hood do Drive-By Truckers, Pat Carney do Black Keys, autor punk Legs McNeil, fotógrafo de rock Bob Gruen, BP Helium guitarrista do Of Montreal, e várias lojas de discos indie nos EUA!

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