Indie Brasil

Filmes

O terceiro mundo vai explodir!

O cinema brasileiro sempre esteve presente no Indie. Em um programa voltado exclusivamente para as produções contemporâneas nacionais, o Indie Brasil, em todas as 14 edições do festival, tentou selecionar filmes que no fazer autoral, preferencialmente de novos diretores, dialogassem com a programação internacional, tanto com os novos filmes da Mostra Mundial quanto com os consagrados diretores das retrospectivas. Dialogar no sentido estendido: mostrar sua existência, e suas particularidades fílmicas, em um cenário mundial, e de vê-lo enquanto produtor de linguagem neste intercâmbio de estilos, narrativas e maneiras de fazer cinema. Nossa ideia para o Indie Brasil sempre foi que os filmes exibidos aqui, poderiam estar também na Mostra Mundial junto com as produções de tantos outros países.

Mas parece ser necessário ir além. O processo de identificação é uma construção, não basta ter nascido brasileiro para se identificar com o que se vê nas telas vindo dos seus filmes. É preciso fazer ver para entender o cinema (ser) brasileiro.

O que acontece a partir desse ano é então uma proposta de ampliação conceitual da curadoria. Vamos buscar novas formas de diálogo também do cinema brasileiro com ele mesmo, passado e presente, fazendo entender melhor o sentido, o conceito e os significantes que construíram nosso cinema. Filmes novos poderão ser vistos juntos com filmes fundamentais para a história e a formação do cinema nacional. Clássicos que muitos só ouviram falar, mas nunca viram no cinema.

O INDIE 2014 apresenta, então, o contemporâneo no belo e poético primeiro longa do pernambucano Camilo Cavalcanti em A História de Eternidade; a originalidade da paulista Juliana Rojas em Sinfonia da Necrópole; e um documentário sobre o ícone do hip hop, Nelson Triunfo. E os clássicos fundamentais de um dos períodos mais importantes do nosso cinema: o cinema marginal - Memórias de um estrangulador de loiras (1971) e Matou a família e foi ao cinema (1969) de Júlio Bressane e O Bandido da Luz Vermelha*(1968), de Rogério Sganzerla. 

Quem não tiver de sapato não sobra, não pode sobrar, não pode sobrar!*

Daniella Azzi

Cine Humberto Mauro
Av. Afonso Pena, 1.537 | Centro

19º55'29.1"S 43º57'46.8"W
Belas Artes Cinema
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19º55'29.1"S 43º57'46.8"W
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