Filmes


ARRANHA-CÉUS FLUTUANTESBIG SURCOMPUTER CHESSDESEJANDO A CHUVAESTRANHOS QUANDO NOS ENCONTRAMOSEU ERA MAIS DARKEU PEGUEI UMA GATA TERRÍVELGFP BUNNYHELIHISTÓRIA DE MINHA MORTEJISEULO ATO INDIZÍVELODAYAKAPARECE AMORPETREL HOTEL BLUETRAGÉDIA JAPONESAUM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHOUPSTREAM COLORVIC+FLO VIRAM UM URSO

Mostra Mundial

Há 13 anos, em todas as edições, buscamos novas formas de entender e colocar o vasto mundo do cinema contemporâneo em uma seleção que seja coerente com as ideias que norteiam a curadoria do INDIE. Os premiados, os primeiros filmes, os diretores que admiramos, os experimentais. Todos os filmes presentes no programa refletem o que queremos conceitualmente para o INDIE. Direcionar o olhar, tão poluído por tantas e dispersas informações, para outras frentes, países ou mesmo buscar diferentes recortes em cinematografias já reconhecidas e, desta forma, fazer uma síntese expressiva do cinema internacional.

Apresentar alguns filmes premiados nos principais festivais, é trazer ao público os mais aguardados, os mais comentados. Para estes, vejam: o polêmico e radical filme mexicano Heli que deu ao seu diretor Amat Escalante o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes 2013; o emocionante e real Um Episódio na Vida de um Catador de Ferro-Velho, do bósnio Danis Tanovic que foi o vencedor de dois prêmios no Festival de Berlim 2013 - Grande Prêmio do Júri – Urso de Prata e o Prêmio de Melhor Ator - Urso de Prata para Nazif Muji?; um certo humor desconcertante do canadense Vic + Flo Viram um Urso, de Denis Côté que na mesma Berlinale recebeu o Prêmio Alfred Bauer – Urso de Prata; o pequeno filme coreano que é uma surpresa, Jiseul de Meul O. (Melhor Filme estrangeiro em Sundance).

E o que dizer do muito esperado novo filme do catalão Albert Serra, História da Minha Morte, recém premiado no Festival de Locarno com o Pardo D'Oro.

Exibir as novas produções do cinema japonês que sempre teve o seu lugar especial no INDIE. Dois filmes refletem os abalos psíquicos e sentimentais causados pelo terremoto e o tsunami de 2011: do importante diretor japonês Masahiro Kobayashi, Tragédia Japonesa (é dele também Estranhos Quando nos Encontramos, realizado para o Jeonju Digital Project) e o novo filme de Nobuteru Uchida, Odayaka. Ainda tem a comédia Eu Peguei um Gato Terrível e a cultura cyber-bio em GFP Bunny. O INDIE, em 2008, fez uma retrospectiva de um dos diretores mais importantes do cinema japonês, Kôji Wakamatsu. Em outubro do ano passado, Wakamatsu faleceu aos 76 anos. Ele já tinha realizado três filmes naquele ano, entre eles, escolhemos exibir Petrel Hotel Blue. Obrigado, Kôji!

O cinema independente americano, revigorado, com vários diretores interessantes. Vale conferir nesta edição os novos filmes de Andrew Bujalski (Computer Chess), Matthew Porterfield (Eu era mais Dark), Dan Sallitt (O Ato Indizível), Shane Carruth (Upstream Color), e Michael Polish (Big Sur). Sallitt, um ex-crítico de cinema, autofinanciou seus três filmes! Carruth, depois de Primer, faz um filme difícil de categorizar, um sci-fi romântico, que muitos amaram, outros nem tanto. Bujalski que realiza seu quarto filme e todos os anteriores viraram cults e circularam nas lista de melhores. Tem que ver! (Daniella Azzi)