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Um cineasta brasileiro independente difere em que de um cineasta tailandês independente? Ou da Grécia, do Sri Lanka, do Chile...

O Indie Brasil reúne os filmes brasileiros para, de certa forma, contextualizar um momento da produção contemporânea realizada no país. Mas nesta edição, esses jovens diretores poderiam estar todos juntos na Mostra Mundial. Unidos talvez por um conceito que une formas de produção e de procura estética e narrativa similares.

As contar histórias de micromundos, os pequenos relatos, buscam o foco, exigem o tempo de espera, a contemplação. O cearense Petrus Cariry traz o universo próprio da relação mãe e filha num tempo perdido, irrecuperável. O mineiro Affonso Uchoa reflete sobre os pequenos gestos, o passar do dia, o tempo que de tão lento passa rápido em “Mulher à Tarde”. A utopia dos heróis e suas grandes ambições do mundo confinadas em quatro paredes no filme de Tiago Mata Machado, “Os Residentes”. Os homens que fazem da espera um modo de vida, e que assistem os minutos da noite passar, em “Vigias” do pernambucano Marcelo Lordello. Oito amigos se reúnem e fazem um filme: “Estado de Sítio”. Ação, pulsão, coragem. Para ser um cineasta é preciso. Aqui ou ali no Sri Lanka.

O Indie Brasil traz também, em pré-estreia, dois filmes do projeto Iconoclássicos, do Itaú Cultural. A vida intensa de Itamar Assumpção, no filme de Rogério Velloso; e o “Catatau”, de Paulo Leminski, por Cao Guimarães em “Ex Isto”. (D.A)